8848 m; Sagarmatha
quinta-feira, março 23, 2006
 
Um ano depois...
Após quase quatrocentos dias resolvo debitar mais algumas palavras depois das últimas. Aviso que será o escrever por escrever. Falar sobre as voltas que a vida dá, as certezas que se vão consolidando com o avanço da idade. E como ficamos tão mais velhos e experientes em cerca de três centenas e meia de dias, mais uma porrada de horas. Ora desde o meu último discurso cumpri mais 327 sessões de fisioterapia, o Benfica foi campeão, fui a Cuba, ao Brasil, arranjei um segundo emprego, apaixonei-me por todos os seres humanos que conheci, dormi 2190 horas, Dublin, San Sebastien, Liverpool (vivi um sonho em Anfield), respirei, nunca parei de, nunca parei, e vou continuar... porque tudo se me tem resumido a um princípio que não esqueço: A VIDA, OU É UMA AVENTURA OUSADA OU NADA DE NADA. Toma!!!


segunda-feira, janeiro 03, 2005
 
2005
Ao som de "Memórias", rodrigoleãocinema, regresso a este meu espaço depois de longa ausência desta comunidade. Apenas para desejar um Grande 2005 que, tenho a certeza, será bastante melhor que o transacto, tão fustigadozinho pela inconsistência dos Homens e recentemente malogrado pela Natureza enquanto fenómeno.

Acredito realmente na bondade do espírito humano, mas temo pela sua sobrevivência à medida que os interesses egoístas se sobrepõem ao amor. Não há nada como experimentar este sentimento livremente, sem exigir o receber, criando um halo harmonioso em nosso redor. Abrir as portas ao Mundo

sábado, junho 26, 2004
 
"Times like these"


Após um período em que estive de costas voltadas para as novas tecnologias resolvi voltar, hoje, não sei se amanhã haverá disposição, para falar sobre Nada. Que é tudo, mas ainda mais arrebatador que este. Vivo com o primeiro desde fins de Janeiro e é difícil expressar o alheamento e também adaptação a que me tenho submetido.

Só me vem à memória:

I

I'm a one way motorway
I'm a road that drives away and follows you back home

I

I'm a streetlight shining
I a white light blinding bright, burning off and on
it's times like these you learn to live again
it's times like these you give and give again
it's times like these you learn to love again
it's times like these time and time again

I

I'm a new day rising
I'm a brand new sky to hang the stars upon tonight

but I
I'm a little divided
do I stay or run away and leave it all behind

 
Ooopss!!
Pois...

quarta-feira, abril 21, 2004
 
"Something extra"
Bartoon, Luís Afonso

quinta-feira, abril 15, 2004
 
Nada a declarar
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sexta-feira, abril 09, 2004
 
Lapa de Ussos
"Lapaduços – ortografia errada de Lapadussos por perda do conhecimento de que o topónimo é Lapa de Ussos, isto é, « lapa», caverna ou semelhante, habitáculo de ursos, o que revela despovoamento do local desta povoação."

Vista aérea Serra de Montejunto

Vou estar aéreo algures por aqui.

Las Vedras, here i go!!

segunda-feira, abril 05, 2004
 
.......................


Unchained melody

Oh, my love, my darling
I've hungered for your touch
Alone, lonely time
And time goes by so slowly
And time can do so much
Are you still mine
I need your love
I need your love
God, speed your love to me
Lonely rivers flow to the sea to the sea
To the open arms of the sea
Lonely river sigh, wait for me, wait for me
I'll be coming home
Wait for me
Oh, my love, my darling
I've hungered, hungered for your touch
Oh, my, lonely time
And time goes by so slowly and time can do so much
Are you still mine, I need your love I need your
love, God speed your love to me.

 
Abrantes#1
"Há uma imensa sabedoria em viver cada dia como se fosse o primeiro e uma imensa felicidade em viver cada dia como se fosse o último. E as duas coisas são possíveis ao mesmo tempo". (Vasco P. de Magalhães)

sexta-feira, abril 02, 2004
 
El regreso de las chicas Rosselló
Salutacions e Petons des del Portugal...

Barcelona. Teleférico para Castelo de Montjuic

Moltes Gracies!!!!!

quinta-feira, abril 01, 2004
 
Weekend free!!
Mapa1- Castelo de Almorol, Constância2- Abrantes
1- Constância; 2- Abrantes

Pois é. Amanhã parto rumo a Abrantes para uma reunião de canoagem organizada pelo pessoal (um membro apenas) de Corroios, algo ainda assim totalmente impossível para mim de praticar no momento. Vou então respirar os ares do Tejo e do seu afluente Zêzere em passagem por Constância – informaram-me que existem umas esplanadas deveras interessantes na área –, onde o tal bombeiro foi apanhado a fazer sexo no quartel e recebeu 30 dias de suspensão. Uma coisa é certa: o centro do país vai voltar a abanar!!

segunda-feira, março 29, 2004
 
..................................
"My Immortal"

I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave
I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

[CHORUS:]
When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
I held your hand through all of these years
But you still have
All of me

You used to captivate me
By your resonating light
Now I'm bound by the life you left behind
Your face it haunts
My once pleasant dreams
Your voice it chased away
All the sanity in me

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

[Chorus]

I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along

[Chorus]

 
Conflito de geração - Jogo de poder


Estou a viver um. O mais esquisito é que é com a pessoa que melhor entendia e partilhava emoções. Minha mãe. Pois é. E como as ideias se extremaram... Em tão pouco tempo.

sexta-feira, março 26, 2004
 
Remember this??
Atocha, Dez 2003

Atocha, Dez 2003

quarta-feira, março 24, 2004
 
Recuperação em curso!!
Ultimamente tenho andado desaparecido destas lides mas por uma boa razão. Tenho andado por aqui a resolver um problemita contraído há já algum tempo e por aí devo ficar até estar em pleno. Entretanto, este senhor,
Gaspar e Mantorras
e a sua excelente equipa, tudo tem feito para levar a questão a bom porto. Os dias têm sido duros mas é bom verificar que cada vez me sinto melhor, apesar do nervo CPE (ciático popliteu externo) ainda não ter reservado qualquer surpresa. Continuo optimista!!

P.s. A quem amanhã ruma a Milão para ver o Glorioso, aquele abraço!! Vou estar atento à TV!

sexta-feira, março 19, 2004
 
A origem das coisas...
Quem mora em edifícios de muitos andares já experimentou a sensação de insultar um vizinho (ou mero visitante do prédio) em silêncio por este não corresponder a um cortês "Boa tarde". "Olha... Palhaço!", pensa-se nessas ocasiões. Para evitar estas situações, o Blog do Vizinho resolveu conhecer de perto as razões e motivações que levaram as pessoas a dar o nome às suas casas, para manter a boa vizinhança e promover a proximidade. As minhas, já expressas aliás, foram estas:

A caminho do ToubkalTopo do Toubkal

"Uma ascensão ao Toubkal (Alto Atlas, Marrocos) em Julho/Agosto de 2003, situado a 4157 metros de altitude, acrescentou-me um novo fascínio à vida: o trekking. De facto, o desafio físico e psicológico que tal evento acarretou trouxe-me novas leituras da minha pessoa, testando limites em situações algumas vezes difíceis. Desde sempre nutri um fascínio especial pela natureza (pelas coisas simples), especialmente por montanhas, e o Everest, por ser a mais alta e inóspita do planeta, constitui um sonho por cumprir. Ainda que não os 8848 metros, existe um pico a 5500 m (Kalapattar) que pretendo visitar e de lá avistar o topo do Mundo. Daí "8848m; Sagarmatha", sendo que esta designação corresponde ao nome em nepalês."

quinta-feira, março 18, 2004
 
"Emperor on the move"
Sagrada FamíliaMichael Collins

Palau

Bons (re)encontros com a Ciutat Comtal é o que te desejo!!

P.s. Felizmente na apreciação ao estilo clássico do Palau não estamos de acordo, já que no que a outros assuntos diz respeito temos os mesmos gostos. Tirando (mais) a tua arrogância política (hehe!!), claro está!!

segunda-feira, março 15, 2004
 
Nunca te direi...


O início

Estou alguma coisa e não nada.
Aviso-te, sou mais e melhor sem palavra.
No silêncio que mantenho estou inquieto,
Sem pretender definir algo assaz concreto.
Prefiro pensar...
Respiro apenas uma íntima proximidade que,
sem ser incrível,
recusa ser dirigível,
sem ser espantosa, engrandece deliciosa,
sem ser perceptível, pulula intangível,
Para sempre cerimoniosa?

Na certeza diurna, na arrogância da noite,
em cada olhar,
Expressão,
Num simples toque de mão. Tudo.
Alguma coisa, perdão, sem o nada.
Sob um silêncio impaciente,
Uma visão profusa sublimada
Duma fusão de todo inesperada.

E tudo,
em cada olhar,
Expressão, ou
Num simples toque de mão.

quinta-feira, março 11, 2004
 
Porquê? Para quÊ?
Massacre em Madrid (EFE)

terça-feira, março 09, 2004
 
Pois...
Melão

Salvo as devidas ressalvas – ser o FC Porto e o Costinha ter marcado o golo decisivo – até sabe bem um pequeno "esticadinho" ganhar a um grande arrogante... "Sir" Alex ficou a chuchar... em Old Trafford, na Escócia (!).

segunda-feira, março 08, 2004
 
Deixa-te disso pá!!


Alguém anda todo feliz da vida pelas calles de BCN e faz questão de lembrar tudo isto ao Mundo. Já descobriste como aceder à internet fora de portas, tu que nem és muito dado às novas tecnologias, e agora brincas connosco. Deve ter sido a (tua) "sis" (irmã) que te deu conhecimento de tal processo. E este mês ainda falta o outro. Vai na volta este surpreende-me e ainda se mete à estrada. Quanto a elas, já nada me espanta. Desiguais oportunidades num mundo cão...

Quem se seguirá??

P.s. Feliz dia, mulheres!!

sábado, março 06, 2004
 
Lembranças #2
Após um dia algo nostálgico iniciado com uma manhã cinzenta em Lx, prosseguido com uma visita à família em Setúbal, dei comigo a reconstituir filmes vividos num passado recente, alguns que julgava já encerrados, outros que permanecerão para sempre solícitos e bem presentes na memória, pelo que significaram em determinado momento da minha ainda curta mas preenchida passagem por aqui.

E, de facto, a minha estada na ilha mais irreverente do Caribe figura entre as mais belas recordações que possuo no meu interior, pelas pessoas, más e boas como em todo o lado, pela alegria, pela solidariedade, simpatia natural de um povo culto, educado segundo baluartes revolucionários que muito jeito dariam actualmente a qualquer regime democrático.

HavanaHavana
TrinidadMúsico

Por isso, pretendo partilhar mais uma frase que me arrepiou quando percorria a ilha desde a capital até à sua ponta mais oriental, exposta num daqueles cartazes característicos colocados estrategicamente aos olhos da vista mais despreocupada e que, vasculhando o diário de viagem, encontrei. "Ninguém tem o direito de dormir sossegado, desde quando haja um homem, um homem que seja, infeliz" (José Marti).

José Marti, 1894

Cultivo Una Rosa Blanca
Por José Marti


Cultivo una rosa blanca
En julio como en enero,
Para el amigo sincero
Que me da su mano franca.

Y para el cruel que me arranca
El corazon con que vivo,
Cardo ni ortiga cultivo,
Cultivo una rosa blanca.


Apenas depende de cada um...

sexta-feira, março 05, 2004
 
Aurora
X

Para saber mais sobre o fenómeno, cliquem na imagem ou então aqui.

quinta-feira, março 04, 2004
 
IVG
X

segunda-feira, março 01, 2004
 
Next step...
X¿Qué es el electromiograma?
Consiste en el registro de la actividad eléctrica que se genera en el tejido muscular. Las características del mismo son distintas en función de si el músculo está relajado o contraído. Para ello es necesario insertar una aguja dentro de un músculo determinado. La técnica no suele entrañar ningún riesgo relevante pero puede ser algo molesta ya que se deben pinchar varios músculos. El patrón de las anomalías que pueden registrarse dependerá de la zona de la unidad motora que esté afectada.

¿Cuál es la utilidad del electromiograma?
Permite localizar si la causa de la pérdida de fuerza está en el músculo, placa motora, nervio periférico o en médula espinal. Informa sobre la gravedad y actividad de las enfermedades del músculo y nervio y sobre las posibles secuelas no reversibles de estos procesos. La técnica de macro-electromiograma aporta información sobre un gran volumen de tejido muscular que permite calcular el número de unidades motoras que hay en un músculo determinado.X

A espera para o referido exame nos hospitais públicos está a demorar cerca de 3 meses, com alguns particulares a demorarem cerca de um mês. Vá lá que achei um clínica que me marcou o dito para daqui a 12 dias. Assim vai o nosso Portugal...

sábado, fevereiro 28, 2004
 
100 anos de Glória...


quinta-feira, fevereiro 26, 2004
 
Sonho. Não sei quem sou


Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento,

Minha alma não tem alma.
Se existo é um erro eu o saber. Se acordo
Parece que erro. Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.

Não tenho ser nem lei.
Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações,

Coração de ninguém.

("Cancioneiro", Fernando Pessoa, 6-1-1923)

quarta-feira, fevereiro 25, 2004
 
Baixa pressão


Sinto-me parado no tempo. Como se tudo estivesse a avançar no exterior e eu estagnado à espera de algo que parece não ter fim. Cinco dias volvidos depois de ter escrito sobre a paciência eis que o tema volta à baila... ou não. Pela sua inexistência. Por aquilo que me apetece fazer, dizer, gritar e segue apenas dentro de mim, sem qualquer divulgação ao Mundo. Porque o pouco que faço, digo ou grito não tem expressão, é silencioso e não ultrapassa estas fortificadas quatro paredes de material inviolável. O betão faz o seu papel, armado em durão, negando qualquer tipo de sons e cheiros exteriores, tornando obstinada a simples tarefa de reconhecer a presença de uma frente fria, quente ou oclusa. O tempo não me diz nada de útil, apenas para parar, sentar, deitar, comer, e pouco mais. Nem ler ou escrever. É estúpido. E esmagador.

Tem sido.

Eu desespero por isso.

terça-feira, fevereiro 24, 2004
 
Zeca
Depois da homenagem do Phileas fiquei com esta no ouvido:

Canção de embalar

Dorme meu menino a estrela dàlva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será pra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar

Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor

Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme quinda à noite é muito menina
Deixa-a vir também adormecer

domingo, fevereiro 22, 2004
 
A pressão da novidade...


A pressão da novidade manifesta-se de várias formas. Por exemplo, a pressa de colocar um produto novo ou renovado no mercado. A pressão existe desde a concepção desse recente objecto de culto (crítica ao consumismo) até ao seu lançamento, contando com a ajuda preciosa de empresas publicitárias pressionadas por prazos por vezes impressionantes.

Nas fábricas, os objectivos propostos pelo patronato para erigir esse novo produto têm de ser cumpridos de forma escrupulosa, para não falar dos horários dos trabalhadores, enquanto os carregamentos e a devida dispersão do produto ficará a cargo dos camionistas sempre pressionados – para variar – pelas horas, com o próprio estado do veículo que, afinal, é o seu ganha pão, bem como com a sua saúde, vital para levar o "carro" a bom porto. Isto no caso dos particulares. Estes têm ainda de preocupar-se com os seus honorários e assegurarem-se que a prestação de serviço será devidamente saldada.

Os outros, os por conta de outrém, não têm volta a dar: estão sempre pressionados pelo patrão, quer seja novo ou velho, no cargo ou de idade – ainda que nesta variável existam pessoas com muitas capacidades e conhecimentos abrangentes no exercícios das funções independentemente do número de anos que viveu, sendo a experiência de vida até então muito mais importante e que pode dar uma ideia clara sobre se a pessoa em causa tem um profundo gosto pela novidade e pela pressão do saber –, gordo ou magro, honesto ou matreiro.

Nos orgãos de Comunicação Social, o sentimento expresso ao longo deste post é (e)levado ao extremo, pois quantos mais exclusivos obtiver maior sucesso trará à empresa e, consequentemente, aos empregados. Isto na óptica da Administração e da chefia, que estão sempre em cima. Parece-me óbvio que na televisão a pressão do Directo tornou-se um clássico do jornalismo.

E isso manifesta-se com maior veemência quando um determinado "pivot" – os da frente – tem o condão de lixar a linha de pensamento do jornalista a transmitir factos frescos ao vivo do local. Como quando, por exemplo, X decide obrigar Y (em directo) a começar pelo fim a sua intervenção.

O i vê-se grego e faz logo duas pressuposições: que está, digamos, desde logo lixado com F grande, ou então, é desembaraçado e daí resultam duas novas formas de notícia: os acontecimentos "acabadinhos de chegar" são relatados ao contrário, portanto, de trás para a frente, o que não faz sentido pois o episódio desenrolou-se com sérias tendências para o futuro (não vou discutir a pirâmide invertida porque não me dá jeito agora!); Dois: os factos são repartidos por forma a formar um todo (nada) sem nexo. Pode ainda apresentar-se um outro problema ao directo, que pode resultar num completo desastre fruto do ruído, e por este conceito entenda-se "novamente problemas com a transmissão".

Existe ainda a novidade falhada traduzida no inglês "What else is new?", que vive pressionada pela ausência de actualidade.

Agora, isto tudo porquê?

Pois, é que não vai muito do meu gosto que um telefonema, sempre carregado de um novo
simbolismo, ideias originais, discurso evolutivo (perdoem-me o pragmatismo), seja constantemente posto em causa por uma interrogação: Então e novidades? É que a pressão é muita e bloqueia qualquer tentativa da palavra fluir livremente entre dois – ou mais, com as modernas tecnologias – seres...

P.s. Sem rancor...

sexta-feira, fevereiro 20, 2004
 
Paciência – Ui, ui


aqui havia escrito sobre aquilo que iria necessitar qb nesta fase da minha vivência: Paciência. E ela tem estado sempre presente no meu dia-a-dia passado entre os lençóis, internet, leitura ou uns olhares pela paupérrima programação televisiva – lusa e internacional.

De quando em vez um telefonema amigo para soltar umas gargalhadas e umas confidências, fugazes para as infindáveis horas do dia. E este passa-se assim... sem o inesperado, a surpresa, a espontaneidade que sempre procuro no correr do tempo, sendo isso que me dá alento para ultrapassar as questões corriqueiras e refugiar-me no mundo das minhas ideias.

Entre amigos, todos sabem que fugir à rotina é vital para o meu normal funcionamento interno, pelo que o sentimento de impotência (não total!!) perante o factor mobilidade constitui, sem dúvida, o maior embaraço com que me debato hoje. Colocado diante tal cenário é natural que a paciência esteja em índices quase negativos.

Diz Ambrose Bierce que a paciência "é uma forma menor de desespero, mascarada de virtude". No meu caso, os pratos da balança ditam < desespero logo > virtude (maior desespero; menor virtude), pelo que obrigam por certo a uma mentalização extra com contornos ultra-espirituais – confesso que me sinto no momento estupidificado – para controlar os ímpetos naturais da personalidade, não tanto da idade (se é que existem impedimentos).

É que é ideia geral que "para quem sabe esperar, tudo vem a tempo" (Clément Marot), e eu sei disso, resta-me aceitar e interiorizar que o agora não é o antes e o depois não vai ser agora (pareço a Lili, dasss).[ponto final parágrafo!!!!]

P.s. Enquanto isso divago sobre a sugestão do Kaiser aplicada a um caso concreto, com o intuito óbvio e claro de desenvolver a mente e o espírito.

quinta-feira, fevereiro 19, 2004
 
Espécies de silêncio


Esta espécie de silêncio
em que a minha cabeça vai ruindo,
submersa no pó,
no estagnado olhar de uma recordação milenária.
Anos sem fim
a fazer a montagem de um romance
aqui e ali interrompido
pelo gargarejar terrível do crime.
Uma noite tudo se resolve
num lugar de nódoas salpicado.
Ouço-me no latir nervoso dos cães,
um sofrimento inteligente
onde farejo a inquietação rudimentar das palavras,
dos anzóis sem traição:
histórias que não se deixam apagar.
O rasto pavoroso desses nomes.
Que cabeça
os poderá saber,
cabeceando sempre num atordoado círculo?
Vestígios do medo,
vozes que ficam,
como anónimos telefonemas
em que ninguém acredita.

("Último príncipio – O enredo da distância", Eduardo Paz Barroso)

terça-feira, fevereiro 17, 2004
 
Então vá lá...
Este é o meu modesto contributo para a lista de 25 singles que circula por aí:

1– Jorge Palma "Terra dos Sonhos"
2– Smashing Pumpkins "Tonight, Tonight"
3– Xutos & Pontapés "Esta Cidade"
4– Metallica "Fade to Black"
5– Soundgarden "Fell on Black Days"
6– Guns n´Roses "Civil War"
7– U2 "One"
8– James "Born of Frustration"
9– Radiohead "Exit Music (For a film)"
10– Red Hot Chili Peppers "Under the bridge"
11– Duran Duran "Ordinary World"
12– Simple Minds "Alive & Kicking"
13– Guano Apes "Open Your Eyes"
14– Pearl Jam "Black"
15– Peter Murphy "Strange King of love"
16– Coldplay "Clocks"
17– Green Day "Good Ridance"
18– Counting Crows "Mr. Jones"
19– Iron Mayden "Fear of The Dark"
20– Ute Lemper "Streets of Berlim"
21– Portishead "It's a Fire"
22– Queen "Show must go on"
23– Manuel Freire "Pedra Filosofal"
24– Stone Temple Pilots "Plush"
25– Nirvana "Where Did You Sleep Last Night"